segunda-feira, 9 de abril de 2012



Paleolítico foi o primeiro e o mais extenso período que conhecemos da história da humanidade.
Neste período surgem os primeiros hominídeos antepassados do homem moderno.
Com o desenvolvimento da mente e a acumulação de experiências e conhecimentos, os homens primitivos foram aperfeiçoando seus instrumentos, utensílios domésticos e armas, suas técnicas e meios de subsistência. Desenvolveu também sua vida em sociedade, suas atitudes e hábitos sociais, como a vida familiar, a vida em grupos, a participação coletiva, neste período introduziram cerimônias religiosas, aperfeiçoaram a arte, o artesanato, passaram a construir casas e abrigos, a fazer agasalhos, descobriram o fogo e inventaram os meios de comunicação e transporte.  Vejamos as suas principais características:

 Alimentação
Os homens paleolíticos ainda não produziam seus alimentos, não plantavam e nem criavam animais. Eles retiravam os alimentos da natureza. Coletavam frutos, grãos e raízes, pescavam e caçavam animais.
Os homens paleolíticos se alimentavam da caça, da pesca e da coleta de frutas e raízes silvestres.

 Os instrumentos ou ferramentas
Os instrumentos ou ferramentas do paleolítico eram de pedra, madeira ou osso. A técnica usada para fabricar esses instrumentos era de bater na pedra de maneira a lhe dar a forma adequada para cortar, raspar ou furar.
Os principais instrumentos foram os machados de mão, pontas de flecha, pequenas lanças, arpões, anzóis e mais tarde agulhas de osso, arcos e flechas.

 Habitação
Os homens do Paleolítico viviam de uma maneira muito primitiva, em grupos nômades, ou seja, se deslocavam constantemente de região para região em busca de alimentos. Habitavam cavernas, copas de árvores, saliências rochosas ou tendas feitas de galhos e cobertas de folhas ou de pele de animais.
Os homens do paleolítico utilizavam diversos tipos de moradia como cavernas, tendas feitas de pele de animais e cabanas feitas de galhos e folhas de árvores.
 Religião
O homem divinizava as forças da natureza, acreditavam na vida após a morte, enterravam seus mortos debaixo de grandes lajes de pedra suspensas, de nome sambaqui, com suas roupas, armas, enfeites e oferendas. Também adoravam deusas que representavam a fecundidade, pois uma das principais preocupações do homem primitivo era a conservação da espécie humana.

 Vestuário
As roupas eram feitas de pele de animais, as mulheres faziam as vestimentas que eram coloridas e tinham vários enfeites.
Elas limpavam e curtiam essas peles até deixá-las bem macias. Usavam agulha de osso e fios de costura eram tendões, tripas secas ou tirinhas de couro. Também faziam jóias e adornos feitos de âmbar, marfim e conchas.

 Organização Social
No início do paleolítico a organização social se baseava em pequenos grupos humanos, e unidos por laços familiares. Com o passar do tempo a vida em grupo evoluiu e começaram a se organizar socialmente. Havia uma divisão simples do trabalho de acordo com idade e o sexo. Onde as mulheres cuidavam das crianças e juntamente com elas eram responsáveis pela coletas de frutos e raízes, os homens caçavam, pescavam e defendiam o território, sempre realizavam as tarefas em grupo.
Tudo que caçavam, pescavam ou coletavam eram divididos entre eles.
Viviam sempre em grupos, havia uma divisão simples do trabalho, e o que caçavam e coletavam eram divididos entre todos.
 Desenvolvimento da Linguagem
O progresso cultural do homem é expresso pela comunicação e pela vida em sociedade. A linguagem era necessária para a convivência em grupo. A linguagem do homem paleolítico se baseava no início em gestos, sinais e desenhos e mais tarde se baseava também na voz.

 Artes
O que são pinturas rupestres?
Pinturas rupestres são pinturas e desenhos registrados no interior de cavernas, abrigos rochosos e, mesmo ao ar livre. São artes do período paleolítico, existe no mundo todo.
No Brasil, há vestígios de arte rupestre em Florianópolis, Santa Catarina, Bahia e Piauí.
As pinturas geralmente representavam figuras de animais como cavalos, mamutes e bisões e figuras humanas onde representavam à caça, danças, rituais ou guerreiros.
As pinturas eram realizadas com os próprios dedos, com pincéis feitos de pelos, penas, ou ainda com almofadas feitas de musgo ou folhas. Eram utilizados materiais corantes minerais nas cores ocre-amarelo, ocre-vermelho e negro. Sempre utilizavam pigmentos de cores naturais.
 Além das pinturas rupestres a arte paleolítica também fazia esculturas em marfim, osso, pedra e argila. Essas esculturas representavam as “Vênus” primitivas, eram figuras femininas e também animais.
Foi através das pinturas rupestres que os arqueólogos (pessoas que estudam coisas antigas, especialmente do período pré-histórico, quando o homem ainda não conhecia a escrita), puderam estudar vários aspectos dos seres humanos dessa época como viviam, o que faziam, do que se alimentavam, e principalmente a localização das regiões onde habitavam.
A arte rupestre segundo hipóteses levantadas pelos arqueólogos era uma das maneiras que eles usavam para se comunicar uns com os outros.

 O domínio sobre o fogo
Uma descoberta muito importante do período paleolítico foi o fogo. Onde o homem primitivo inicialmente observou esse fogo surgindo espontaneamente, aos poucos perderam o medo e começaram primeiramente utilizá-lo de vez em quando e de maneira desorganizada, como fonte de iluminação e aquecimento. Para isto foi necessário descobrir como mantê-lo aceso, isto também resultou provavelmente da observação de que brasas resultantes da queima natural de madeira podiam ser realizadas pela ação do vento, ou pelo sopro, fazendo a chama reaparecer.
A etapa seguinte era fazer produzir o fogo, talvez novamente pela observação eles notaram que o fogo aumentava pelo aquecimento de galhos ou folhas secas, isto indicou que a chama poderia ser iniciada com temperaturas elevadas. Desta forma, descobriram que o atrito entre dois pedaços de madeira seca aumentava a temperatura e produzia a chama, que podia ser ativada pelo sopro.
O homem primitivo através da observação também encontrou outra maneira de produzir fogo. Observaram que o choque produzido entre duas pedras produzia faíscas e que se colocassem folhas e galhos secos próximos dessas faíscas conseguiam fogo.
Depois que o homem descobriu sua utilidade e como acendê-lo, passou a assar a carne e a cozinhar vegetais, junto ao fogo se reuniam, descansavam e se protegiam do frio e dos ataques de animais ferozes.
O grande avanço do homem paleolítico foi à descoberta do fogo, ele através de observação conseguiu utilizá-lo e também produzi-lo, o processo era simples, batiam uma pedra na outra para sair a faíscas ou esfregando duas madeiras uma na outra para gerar o calor.

PERÍODO PALEOLITICO



Paleolítico foi o primeiro e o mais extenso período que conhecemos da história da humanidade.
Neste período surgem os primeiros hominídeos antepassados do homem moderno.
Com o desenvolvimento da mente e a acumulação de experiências e conhecimentos, os homens primitivos foram aperfeiçoando seus instrumentos, utensílios domésticos e armas, suas técnicas e meios de subsistência. Desenvolveu também sua vida em sociedade, suas atitudes e hábitos sociais, como a vida familiar, a vida em grupos, a participação coletiva, neste período introduziram cerimônias religiosas, aperfeiçoaram a arte, o artesanato, passaram a construir casas e abrigos, a fazer agasalhos, descobriram o fogo e inventaram os meios de comunicação e transporte.  Vejamos as suas principais características:

 Alimentação
Os homens paleolíticos ainda não produziam seus alimentos, não plantavam e nem criavam animais. Eles retiravam os alimentos da natureza. Coletavam frutos, grãos e raízes, pescavam e caçavam animais.
Os homens paleolíticos se alimentavam da caça, da pesca e da coleta de frutas e raízes silvestres.

 Os instrumentos ou ferramentas
Os instrumentos ou ferramentas do paleolítico eram de pedra, madeira ou osso. A técnica usada para fabricar esses instrumentos era de bater na pedra de maneira a lhe dar a forma adequada para cortar, raspar ou furar.
Os principais instrumentos foram os machados de mão, pontas de flecha, pequenas lanças, arpões, anzóis e mais tarde agulhas de osso, arcos e flechas.

 Habitação
Os homens do Paleolítico viviam de uma maneira muito primitiva, em grupos nômades, ou seja, se deslocavam constantemente de região para região em busca de alimentos. Habitavam cavernas, copas de árvores, saliências rochosas ou tendas feitas de galhos e cobertas de folhas ou de pele de animais.
Os homens do paleolítico utilizavam diversos tipos de moradia como cavernas, tendas feitas de pele de animais e cabanas feitas de galhos e folhas de árvores.
 Religião
O homem divinizava as forças da natureza, acreditavam na vida após a morte, enterravam seus mortos debaixo de grandes lajes de pedra suspensas, de nome sambaqui, com suas roupas, armas, enfeites e oferendas. Também adoravam deusas que representavam a fecundidade, pois uma das principais preocupações do homem primitivo era a conservação da espécie humana.

 Vestuário
As roupas eram feitas de pele de animais, as mulheres faziam as vestimentas que eram coloridas e tinham vários enfeites.
Elas limpavam e curtiam essas peles até deixá-las bem macias. Usavam agulha de osso e fios de costura eram tendões, tripas secas ou tirinhas de couro. Também faziam jóias e adornos feitos de âmbar, marfim e conchas.

 Organização Social
No início do paleolítico a organização social se baseava em pequenos grupos humanos, e unidos por laços familiares. Com o passar do tempo a vida em grupo evoluiu e começaram a se organizar socialmente. Havia uma divisão simples do trabalho de acordo com idade e o sexo. Onde as mulheres cuidavam das crianças e juntamente com elas eram responsáveis pela coletas de frutos e raízes, os homens caçavam, pescavam e defendiam o território, sempre realizavam as tarefas em grupo.
Tudo que caçavam, pescavam ou coletavam eram divididos entre eles.
Viviam sempre em grupos, havia uma divisão simples do trabalho, e o que caçavam e coletavam eram divididos entre todos.
 Desenvolvimento da Linguagem
O progresso cultural do homem é expresso pela comunicação e pela vida em sociedade. A linguagem era necessária para a convivência em grupo. A linguagem do homem paleolítico se baseava no início em gestos, sinais e desenhos e mais tarde se baseava também na voz.

 Artes
O que são pinturas rupestres?
Pinturas rupestres são pinturas e desenhos registrados no interior de cavernas, abrigos rochosos e, mesmo ao ar livre. São artes do período paleolítico, existe no mundo todo.
No Brasil, há vestígios de arte rupestre em Florianópolis, Santa Catarina, Bahia e Piauí.
As pinturas geralmente representavam figuras de animais como cavalos, mamutes e bisões e figuras humanas onde representavam à caça, danças, rituais ou guerreiros.
As pinturas eram realizadas com os próprios dedos, com pincéis feitos de pelos, penas, ou ainda com almofadas feitas de musgo ou folhas. Eram utilizados materiais corantes minerais nas cores ocre-amarelo, ocre-vermelho e negro. Sempre utilizavam pigmentos de cores naturais.
 Além das pinturas rupestres a arte paleolítica também fazia esculturas em marfim, osso, pedra e argila. Essas esculturas representavam as “Vênus” primitivas, eram figuras femininas e também animais.
Foi através das pinturas rupestres que os arqueólogos (pessoas que estudam coisas antigas, especialmente do período pré-histórico, quando o homem ainda não conhecia a escrita), puderam estudar vários aspectos dos seres humanos dessa época como viviam, o que faziam, do que se alimentavam, e principalmente a localização das regiões onde habitavam.
A arte rupestre segundo hipóteses levantadas pelos arqueólogos era uma das maneiras que eles usavam para se comunicar uns com os outros.

 O domínio sobre o fogo
Uma descoberta muito importante do período paleolítico foi o fogo. Onde o homem primitivo inicialmente observou esse fogo surgindo espontaneamente, aos poucos perderam o medo e começaram primeiramente utilizá-lo de vez em quando e de maneira desorganizada, como fonte de iluminação e aquecimento. Para isto foi necessário descobrir como mantê-lo aceso, isto também resultou provavelmente da observação de que brasas resultantes da queima natural de madeira podiam ser realizadas pela ação do vento, ou pelo sopro, fazendo a chama reaparecer.
A etapa seguinte era fazer produzir o fogo, talvez novamente pela observação eles notaram que o fogo aumentava pelo aquecimento de galhos ou folhas secas, isto indicou que a chama poderia ser iniciada com temperaturas elevadas. Desta forma, descobriram que o atrito entre dois pedaços de madeira seca aumentava a temperatura e produzia a chama, que podia ser ativada pelo sopro.
O homem primitivo através da observação também encontrou outra maneira de produzir fogo. Observaram que o choque produzido entre duas pedras produzia faíscas e que se colocassem folhas e galhos secos próximos dessas faíscas conseguiam fogo.
Depois que o homem descobriu sua utilidade e como acendê-lo, passou a assar a carne e a cozinhar vegetais, junto ao fogo se reuniam, descansavam e se protegiam do frio e dos ataques de animais ferozes.
O grande avanço do homem paleolítico foi à descoberta do fogo, ele através de observação conseguiu utilizá-lo e também produzi-lo, o processo era simples, batiam uma pedra na outra para sair a faíscas ou esfregando duas madeiras uma na outra para gerar o calor.

Como surgiu o islamismo.


O islamismo surgiu no século VI na Arábia, região do Oriente Médio que era habitada na época por cerca de 5 milhões de pessoas. “Eram grupos tanto sedentários como nômades, organizados em tribos e clãs. A população era na maioria politeísta, mas existiam algumas tribos judaicas e algumas de tradição cristã”. Nesse contexto surgiu o criador do islamismo, o profeta Maomé, chamado de Muhammad pelos muçulmanos. Órfão desde cedo, ele se tornou um condutor de caravanas, o que lhe possibilitou o contato com noções básicas da religião cristã. Quando adulto, o futuro profeta passou a se dedicar a retiros espirituais e, segundo os seguidores do Islã, começou a ter visões divinas com mensagens que deveria divulgar. As primeiras pregações públicas de Maomé em Meca (sua cidade natal) tiveram pouco sucesso e geraram atritos locais.
Admirador do monoteísmo (a crença em um só deus), ele criticava uma das maiores fontes de renda de Meca: a peregrinação dos idólatras, que adoravam as várias divindades dos templos locais. Maomé passou a pregar a crença num único deus, Alá, e reuniu suas mensagens num livro sagrado para os muçulmanos, o Corão. Perseguidos em Meca, o profeta e seus adeptos fugiram para criar a primeira comunidade islâmica em Medina, um oásis próximo.
islamismo2
Essa migração forçada, conhecida como Hégira, marca o início do calendário muçulmano. Aos poucos, o profeta atraiu cada vez mais seguidores até ter força para derrotar os rivais que o expulsaram de Meca.
Usando como doutrina a nova religião – que assimilava tradições judaicas, combinada a conceitos cristãos e ideais das tribos árabes –, ele conseguiu unificar toda a Arábia sob sua liderança. Após morrer, em 632, seu sogro Abu Bakr passou a conduzir a expansão do islamismo, que nos séculos seguintes se espalhou pela Europa, Ásia e África, levado não apenas por árabes, mas também por outros povos





 A economia muçulmanaA economia muçulmana baseava-se na agricultura, no artesanato e no comércio. Na agricultura, desenvolveram importantes técnicas de regadio (noras e azenhas) e introduziram-se novas culturas (o algodão, a laranja, a cana-de-açúcar, o arroz e a amoreira). Nas terras de sequeiro, cultivavam cereais, utilizando as técnicas de arroteamento. No artesanato, muito importante nas cidades muçulmanas, desenvolvem-se as manufacturas do couro, dos tecidos, das armas e a olaria, agrupadas em determinadas ruas ou bairros, onde estavam os centros de fabrico e os locais de venda (esta estrutura viria a manter-se mesmo depois da reconquista). No que respeita ao comércio, os muçulmanos estabeleceram grandes rotas comerciais, tanto terrestres, como marítimas e fluviais, que punham em comunicação o Mediterrâneo com o mar Vermelho e o oceano Índico. Vendiam para o estrangeiro produtos de artesanato e compravam matérias-primas (ferro, madeira) e especiarias no Oriente (que depois vendiam no Ocidente), desenvolvendo também um poderoso comércio de escravos.
A cultura muçulmanaOs muçulmanos assimilaram muitos conhecimentos de importantes civilizações - grega, persa, indiana e chinesa. Assim, graças a eles, conheceram-se e divulgaram-se muitas ciências e técnicas na Europa. Os grandes centros urbanos de Córdova, Toledo e Sevilha possuíam boas escolas e bibliotecas, onde se desenvolvia a astronomia, a matemática e a gramática. Foram os muçulmanos quem transmitiu aos europeus o pensamento dos homens da ciência e da filosofia grega (a obra de Aristóteles foi comentada pelo sábio cordovês Averróis e, depois, traduzida para o latim, para conhecimento da Europa). Contudo, os muçulmanos não foram apenas transmissores de conhecimentos. Também escreveram importantes obras de história e poesia e realizaram grandes avanços científicos. No campo da medicina, aperfeiçoaram o conhecimento do corpo humano e a forma de curar algumas doenças; no campo da matemática, inventaram a álgebra; os seus trabalhos de alquimia facilitaram o nascimento da química moderna. Algumas cidades portuguesas, como Lisboa, Santarém, Alcácer do Sal, Évora, Beja, Faro e Silves, foram centros intelectuais onde despontaram grandes juristas, filósofos, historiadores e poetas.

Notícias Geografia

MERCADO FINANCEIRO BANCA ARMAS NUCLEARESIndústria é sustentada por bancos e financeiras





Bomba "Yellow Sun", no Museu Aeroespacial Cosford, na Inglaterra. Foto Wikimedia Commons

A indústria mundial de armas nucleares é financiada e mantida por mais de 300 bancos, fundos de pensão, companhias de seguros e gestores de ativos (“asset management”). É o que revela um novo estudo divulgado essa semana pela Campanha Internacional para Abolição das Armas Nucleares (Ican na sigla em inglês). A pesquisa, de 180 páginas, assinala que as nações com poder nuclear gastam mais de 100 milhões de dólares por ano fabricando novas ogivas, modernizando as antigas e construindo mísseis balísticos, aeronaves de bombardeio e submarinos para lançá-los. Grande parte desse trabalho é realizado por corporações como BAE Systems e Babcock International, ambas do Reino Unido; Lockheed Martin e Northrop Grumman, dos Estados Unidos; Thales y Safran, da França; e Larsen & Toubro, da Índia.
matéria completa em espanhol

neoliberalismo
















Entenda a doutrina econômica capitalista

A concepção neoliberal foi formulada pela primeira vez em 1947 por Friedrich August von Hayek. Ela partia do princípio de que o mercado deveria servir como base para organização da sociedade. Mas a política econômica neoliberal foi aplicada inicialmente pelos governos de Margareth Thatcher (Reino Unido) e Ronald Reagan (Estados Unidos), a partir dos anos 1980. Hoje, é a tendência econômica vigente no mundo globalizado. Tinha como finalidade o combate ao poder dos sindicatos e a redução do papel do Estado na economia (Estado mínimo). Neste sentido, o Estado restringe a sua responsabilidade social e relega ao mercado e às empresas privadas parte dos seus encargos.

O neoliberalismo propõe uma desregulamentação da economia (controles públicos menos rígidos das atividades econômicas), a privatização das empresas estatais como as usinas de energia, as indústrias de base, a construção e administração de estradas, a administração de portos e até parte de setores de fundamental interesse público como saúde e educação. Segundo o neoliberalismo, ao enxugar os gastos com políticas sociais e obras públicas, o governo tende a diminuir os impostos e estimular as atividades produtivas. Portanto, o livre funcionamento do mercado, sem controles inibidores do Estado, é o caminho para a elevação da produção e, conseqüentemente, geração de emprego e de renda, acarretando efeitos sociais positivos.

Essa doutrina econômica tem como uma de suas características se opor a qualquer regulamentação. Segundo essa visão, o salário mínimo, por exemplo, além de não aumentar o valor real da renda do trabalhador, ainda excluiria a mão-de-obra menos qualificada do mercado de trabalho. Para os neoliberais, o piso salarial distorce custos de produção e é uma das causas do desemprego.

Segundo tal corrente de pensamento, o indivíduo teria mais importância que o Estado. Essa concepção se caracteriza pela valorização da competição entre as pessoas e liberdade de comércio, ao mesmo tempo em que é a favor da diminuição dos gastos estatais com previdência social, saúde e educação.

Origens
O neoliberalismo nasceu como uma reação teórica e política contra o Estado intervencionista e de bem-estar social keynesiano.

Um texto precursor da doutrina neoliberal é "O Caminho da Servidão", de Friedrich Hayek, de 1944, escrito para criticar o Partido Trabalhista inglês.

O neoliberalismo propõe:

Retirada do Estado da economia;
Abertura da economia;
Privatização das estatais;
Desregulamentação da economia.

Essa política aumenta os fluxos de capitais, mercadorias e informações, reduzindo a capacidade de intervenção e controle do Estado sobre esses fluxos. Dessa forma, o Estado nacional perde poder e se torna vulnerável ao capital especulativo e às multinacionais.

Thatcher e Reagan
O neoliberalismo começou a ser adotado nos países industrializados em 1979 na Inglaterra (Margaret Thatcher), em 1980 nos EUA (Ronald Reagan), em 1982 na Alemanha (H. Kohl) e em 1983 na Dinamarca (Schluter). Quanto aos países não-desenvolvidos da América Latina, foi introduzido no Chile e na Bolívia, em meados da década de 1990. Vários países os seguiram, como a Argentina e o Brasil, impulsionados pelo chamado Consenso de Washington.

Os países latino-americanos que adotaram o neoliberalismo apresentaram inicialmente crescimento econômico, modernização (principalmente industrial) e estabilidade monetária. Em poucos anos, porém, instalou-se a crise econômica e social em vários deles: Brasil, Argentina, Uruguai, Chile, Bolívia etc.




JOHN LOCKE


TRATADOS SOBRE O GOVERNO - JOHN LOCKE


A liberdade e os bens de cada um
12/Dez/98
Milton Meira

Finalmente, o público brasileiro recebe uma boa tradução dos "Dois Tratados" de John Locke -baseada na edição comentada de Peter Laslett, da Cambridge University Press, com todo o aparelho crítico elaborado por ele-, que poderá ser utilizada pelos estudantes sem aquele sofrimento que as traduções anteriores provocavam, afugentando-os do trabalho de interpretação desse autor tão importante para a constituição do pensamento político moderno.Depois de refutar as teses do autor do "Patriarcha", Robert Filmer, que sustentava que, segundo a Revelação, Deus estabeleceu a desigualdade entre os homens, colocando uns acima dos outros, os pais acima dos filhos, os homens acima das mulheres, os mais velhos acima dos mais novos e os monarcas acima de todos -temas do "Primeiro Tratado"-, Locke vai desenvolver sua teoria sobre o governo no "Segundo Tratado sobre o Governo - Um Ensaio Referente à Verdadeira Origem, Extensão e Objetivo do Governo Civil".Ora, contra Filmer, Locke afirma que os homens nascem todos livres e iguais por natureza, não havendo nada que nos leve a supor o contrário, nem mesmo as Escrituras, quando bem interpretadas. Enquanto não houver nenhum poder que possa estabelecer alguma distinção entre os homens, todos são livres e iguais. Na fase que antecede o aparecimento do Estado, isto é, no estado de natureza, o único guia de todos os homens é a razão, esta faculdade que faz a diferença do homem em relação aos outros animais e que instaura a igualdade de condições entre os seres inteligentes que compõem a espécie humana.Segundo Locke, a razão é a própria lei da natureza, que comanda a vida dos homens, sem que haja a necessidade de se referirem a nenhuma outra autoridade, nem mesmo à divina, pois Deus, embora tenha sido o criador dos homens, não interfere nos seus negócios, porque, tendo-lhes dado a razão, deu-lhes o instrumento para a sua autonomia.Resta saber por que os homens não permanecem no estado de natureza, já que a razão, guia das ações, ou então a própria consciência das obrigações recíprocas, é a referência necessária quando está em causa a solução de disputas e o necessário recurso a uma autoridade. Ao que Locke responde que não basta recorrer à lei da razão para a solução dos conflitos, é necessário um juiz comum. O estado de natureza possui vários inconvenientes, tais como a ausência de uma lei estabelecida e reconhecida por todos como tal e o fato de cada homem se apresentar como o próprio intérprete da lei natural, além de ser também seu executor e juiz. É por isso que o estado de natureza não se sustenta por si mesmo, tornando necessário o aparecimento de um poder comum, enfim, de um governo que possa fazer as funções do juiz, onde a lei seja clara para todos e quem a executa também receba a autoridade da sociedade para o exercício da sua função, que deve primar pela imparcialidade. Sem a autoridade governamental, os homens mergulhariam no estado de guerra.

Segundo Locke, "o 'fim maior' e principal para os homens unirem-se em sociedades políticas e submeterem-se a um governo é, portanto, a 'conservação de sua propriedade'". Eis o que está em jogo quando se torna necessária a constituição das sociedades políticas e do governo. Mas se enganam os que pensam que Locke está se referindo apenas à propriedade de bens externos materiais. A definição da propriedade requer muita atenção, pois, "embora a Terra e todas as criaturas inferiores sejam comuns a todos os homens, cada homem tem uma 'propriedade' em sua própria 'pessoa'. A esta ninguém tem direito algum além dele mesmo. O 'trabalho' de seu corpo e a 'obra' de suas mãos, pode-se dizer, são propriamente dele. Qualquer coisa que ele então retire do estado com que a natureza a proveu e deixou mistura-a ele com o seu trabalho e junta-lhe algo que é seu, transformando-a em sua 'propriedade'. Sendo por ele retirada do estado comum em que a natureza a deixou, a ela agregou, com esse trabalho, algo que a exclui do direito comum dos demais homens. Por ser esse 'trabalho' propriedade inquestionável do trabalhador, homem nenhum pode ter direito àquilo que a esse 'trabalho' foi agregado, pelo menos enquanto houver bastante e de igual qualidade deixada em comum para os demais."Em outra passagem, Locke definirá a propriedade como a liberdade, a vida e os bens de cada membro da associação política. Podemos dizer, então, que a primeira propriedade é a da pessoa, com a sua liberdade, seus talentos, seu trabalho, que tornará possível a saída de si mesma rumo ao mundo exterior.

Pelo trabalho, a pessoa estende-se sobre as coisas, acrescentando-lhes algo que naturalmente não possuíam. Neste sentido, quando o nosso autor afirma que as sociedades políticas visam à preservação da propriedade, poderíamos acrescentar, "dos proprietários indistintamente", tanto os que possuem bens quanto os que tão-somente possuem sua pessoa.Resta ao governo, então, a tarefa de tornar possível o processo de extensão das pessoas sobre as coisas, de modo que ninguém se aproprie indevidamente de nada, nem das demais pessoas nem do seu trabalho ou dos resultados do seu trabalho. Não nos esqueçamos também de que o trabalho é a medida do valor dos bens que vierem a ser adquiridos com o próprio esforço, não sendo permitido a ninguém, que não trabalhou, apoderar-se dos resultados do trabalho alheio. Locke, no entanto, percebe a dificuldade dos estabelecimento da medida do valor dos bens, quando o processo de trocas não mais possui os meios para a medida do valor, ou seja, quando, pela produção do excedente, do que se produziu a mais, o trabalhador pode trocar o excedente por ouro ou prata, isto é, por dinheiro. Como reconhecer no dinheiro a quantidade equivalente de trabalho, de modo a se obter um preço justo? Quando o processo de apropriação se torna complexo e o dinheiro passa a comandar o mundo da troca mercantil, sem mais nenhuma referência ao mundo do trabalho, vejamos o que nos diz o nosso autor: "É certo que, no princípio, antes que o desejo de ter mais que o necessário houvesse alterado o valor intrínseco das coisas, que depende apenas da utilidade destas para a vida do homem, ou antes que os (homens) houvessem 'acordado que um pedacinho de metal amarelo' que se conserva sem se perder ou apodrecer valeria um pedaço grande de carne ou todo um monte de grãos, embora os homens tivessem o direito de apropriar-se, mediante o seu trabalho e cada um para si, de tantas coisas da natureza quantas pudessem usar, isso não poderia ser muito, nem em detrimento de outros, se restasse ainda a mesma abundância para aqueles que usassem do mesmo esforço".Há pois uma diferença enorme entre o "início" do processo de apropriação e o seu estágio mais avançado, quando se instaura o "desejo de ter mais que o necessário" e se convenciona que um "pedacinho de metal amarelo" vale alguma coisa. Aqui entra o papel do governo, do juiz, do poder comum, necessário para repor em seu lugar o mundo que escapa pelos dedos, ou seja, encontrar nele ainda um lugar para o trabalho como determinante do valor das mercadorias. Como medir a quantidade de trabalho? Marx não nos ensinava que a medida do valor das mercadorias estava na determinação da quantidade do trabalho socialmente necessário para produzi-las, confirmando, portanto, toda a complexidade da teoria do valor?Pela definição de propriedade, pela valorização do mundo do trabalho, pela percepção do mundo novo do capital, isto é, o mundo da produção do excedente e do supérfluo, simplesmente pelo "desejo de ter mais", pela insistência em definir o papel do governo para preservar a "propriedade" e até pela defesa do direito de rebelião quando o governante não cumpre a sua função principal, só por isso, alguém poderia duvidar que a leitura dos "Dois Tratados" é necessária, oportuna e indispensável?

THOMAS HOBBES

Como prometido na aula de hoje segue o texto:

Estudo baseado na aula lecionada pelo professor Rafael Fazzio.

-> "O HOMEM NÃO É UM ANIMAL NATURALMENTE SOCIÁVEL" -> Com a preocupação de defender a vida o homem não é sociável, sempre vive em estado de alerta.(não entendeu?,Em um estado natural onde os homens vivem se preocupando em defender seu bem mais precioso,a vida, não há MORALIDADE porque se age por instinto, impulso etc...)
->O PACTO SOCIAL. Como todos homens vivem preocupados em defender sua vida, cria-se o pacto social. O pacto social nada mais é do que todos homens saíssem de seu estado natural para que dessa forma, a população obdeça leis racionais, usando a razão e consequentemente se socializando.
Hobbes destaca, no Leviatã as seguintes regras da lei natural :
1ª) "procurar a paz e segui-la";
2ª) "por todos os meios que pudermos, defendermo-nos a nós mesmos";
3ª) "Que os homens cumpram os pactos que celebrarem";
4ª) "gratidão";
5ª) "complacência", "que cada um se esforce por acomodar-se com os outros";
6ª) "perdão", "Que como garantia do tempo futuro se perdoem as ofensas passadas, àqueles que se arrependam e o desejem";
7ª) "Que na vingança (isto é, a retribuição do mal com o mal) os homens não olhem à importância do mal passado, mas só à importância do bem futuro";
8ª) "Que ninguém por atos, palavras, atitude ou gesto declare ódio ou desprezo pelo outro";
9ª) "Que cada homem reconheça os outros como seus iguais por natureza"
Perceberam? Tais leis são baseadas na razão, nesse contexto entra um estado e um poder absoluto. PARA HAVER TAIS LEIS É NECESSÁRIO A EXISTÊNCIA DE UM ESTADO QUE GARANTA A PAZ CIVIL. Resumindo os cidadãos se privam de seu estado natural ( auto defesa ) passando esta responsabilidade para garantiz a PAZ CIVIL.
-> " O HOMEM É O LOBO DO HOMEM" 
-> LIVRO : O LEVIATÃ ( THOMAS HOBBES )

thomas hobbes filósofo inglês
Breve comentário sobre a teoria de Thomas Hobbes (1588-1679
Thomas Hobbes tem importância pela sua teoricidade, vindo sua influência de seus pensamentos. Era um autor inglês cuja obra “Leviatã”, de 1651, é fundamental para o entendimento de seus pensamentos. Hobbes foi o primeiro teórico a adiantar o modelo racionalista – e não o método da autoridade, no interior do estudo do pensamento político.
O Leviatã é considerado uma das obras primas do pensamento político inglês e define o pensamento político moderno, desde o século XVII até os princípios do século XX.
Thomas Hobbes nasceu em 5 de abril de 1588, em Malmesbury (Wiltshire). Não vinha de família abastada, mas era filho de um clérigo semi-letrado. Este acabou tornado-se alcoólatra e abandonando a família. Os custos dos estudos do jovem Hobbes foram garantidos pelo seu tio. Passou primeiro pela escola primária de Malmesbury, e depois num hall em Oxford, sendo desde o princípio visto como um aluno brilhante, principalmente no estudo das letras. Isso acabou levando-o a traduzir algumas obras: Tucídides em 1629, e em 1674 uma tradução de Homero. Tal era a fluência em línguas de Hobbes dominava fluentemente o inglês, italiano, francês e grego.
O Leviatã é um grande homem artificial, de maior força e estatura que um homem natural, sendo idealizado para defesa. Para determinar o homem artificial, primeiro Hobbes considera a matéria e o artífice – que são homem; segundo, como e por meio de que convenção esse é feito, quais são os direitos, o justo poder ou mesmo a autoridade de um soberano, sendo também necessário que se veja o que o preserva e o que o desagrada; em terceiro, a pergunta o que é uma república cristã; quarto, o reino das trevas.
Hobbes, no Leviatã, começa a fazer perguntas que definam as condições de seus tratados, e de suas posições, a primeira pergunta de Hobbes faz referência à justiça natural, da qual segundo ele foi o que tornou seu principal fundamento para uma reflexão mais apurada, o que significava dar a cada um aquilo que é seu. Disto vem a preposição que um homem tem o que é seu, ao invés de ter o que é do outro. Daí Hobbes que conclui que essa idéia não se devia a natureza, mas ao consentimento. Outra pergunta que levanta é, se tudo é igual a todos em comuns, se os bonés forem comuns a todos, por exemplo, haverá controvérsias, principalmente no que diz respeito a quem desfruta de tais bens.
Para Hobbes o homem é movido por apetites e aversões, determinado pelo esforço, portanto pelo prazer e pela dor, dessa maneira sempre procurando maximizar o prazer e minimizar a dor.
O homem sempre se preocupa com a estabilidade do prazer, de que forma este pode premonizar a acumulação de bens que tendem e devem lhe dar ou melhor fornecer prazer. Se a premonição também pode produzir o medo da morte, que é vista por Hobbes como a antecipação de um mau futuro.
O poder para Hobbes é definido em dois propósitos, um de aparência natural e outro de natureza instrumental, o primeiro diz respeito às faculdades do corpo e do espírito, como força, eloqüência, beleza, prudência, capacidade, liberdade. O segundo, são adquiridos seguindo o primeiro, e seguem meios e instrumentos para adquirir mais, exemplos como a riqueza, a reputação, os amigos, e os secretos desígnios de Deus a que os homens chamam boa sorte.
Para Hobbes a competição pela riqueza, a honra, e outras formas de poder é que levam à luta, à inimizade e à guerra, pois a forma do competidor adquirir o que deseja é matar, subjugar, suplantar ou repelir os outros. Na verdade, o homem busca incessantemente sobrepujar os demais.
A raiz das discórdias entre os homens é quando entram em choque os apetites e aversões e o relativismo moral. A primeira segue as vontades individuais, a segunda quanto a questões de certo e errado, dessa maneira entende-se que os desejos dos homens são diferentes, pelo fato de que estes diferem em comportamento, costume e opinião, dessa forma o que é aprovado por uma pessoa e desaprovado por outra, a primeira vê como bem a segunda vê como mal. Portanto, seguirá dessa forma a discórdia e o conflito.
Dessa maneira, a discórdia nasce da comparação das vontades dos homens, e também do apetite que muitos têm pela mesma coisa, assim o desejo de aquisição, algumas vezes apenas para ter o superior a dos demais, supondo dessa forma uma vã estima de si mesmo. Assim, os homens que estiverem satisfeitos com o que possuem devem de certa forma manter o que possuem.
Mas, a razão principal que os homens são levados a ferir-se é a apetite das mesmas coisas, que na maioria das vezes não podem usufruir nem mesmo em comum, também sem a possibilidade de dividir-se.
No que diz respeito aos animais não existe a disputa entre honra e procedência, não ocorrendo ódio e inveja, dessa maneira não existe defeitos nas administrações das sociedades dos animais, não ocorre à concepção vaidosa da própria sabedoria, que é muito comum aos homens. Os animais não distinguem injúria e dano, não procuram censurar seus semelhantes, por esses fatos entendemos que os homens que mais deturpam a sociedade são aqueles, que tem mais prazer e ócio. A língua do homem é a trombeta da sedição. Portanto, o consentimento dos animais é natural, e o dos homens artificial.
Assim, o conflito entre os homens não pode ser resolvido no campo da ética, o único caminho para determinar certo acordo é o campo da política, portanto o estabelecimento de um poder comum a todos, Hobbes resume dizendo que onde não há poder, não pode existir lei, da mesma forma que onde não há lei não existe justiça, sendo que a autoridade quem faz a lei, e não a verdade.
Fazendo um contraponto da natureza do homem, que em seu estado de natureza este seria o seu próprio juiz, porém difere dos outros com respeito aos nomes e designações das coisas, e dessa diferenças é que surgem disputas ocasionando a interrupção da paz, por esse fato Hobbes qualifica que deveria ter uma medida que não gerasse controversa entre todos.
Se os homens têm o poder soberano existem as leis civis para que possam dar medida as suas ações, assim podem ser determinadas as razões certas ou erradas, dessa forma deverão ser tratadas pelas leis. Portanto, para que os homens obtenham a paz é necessário que cada um renuncie ao direito que tem sobre as coisas, para transferir para um poder soberano. Assim, abdicando de seu próprio auto-governo, também de seus julgamentos morais, a própria multidão se tornará uma comunidade política.
Hobbes define duas formas de constituir o poder soberano, capaz de manter uma ordem pública, e consequentemente um vida estável, a primeira via é pela subjugação, portanto pela força; e a segunda, a via política, portanto pelo acordo.
Mesmo o pior dos governos é preferível do que a ausência de governo, é preferível ter o pior governo despótico do que a ausência e a permanente anarquia, a violência generalizada.
Mas, o que leva os homens a instituir um contrato comum a todos, senão o medo, dessa forma é entendido como a virtude cívica por excelência, esse medo que faz os homens abrirem mão de sua condição natural, e aceitem a ordem moral de um soberano, portanto o medo é que faz com que os homens saiam do estado de natureza, que fazem com que compactuem entre si. Concluímos, que o que leva os homens a se formarem em sociedade não é de forma alguma a boa vontade recíproca, mas o medo que cada um tem do outro.
Esse medo leva os homens a buscarem companhia, da mesma forma essa procura para Hobbes não provém do amor mas para obter alguma honra ou mesmo um tipo de proveito.
A famosa consideração que temos de Hobbes é o seu entendimento do estado de natureza, que é a condição natural da humanidade. Os homens nesse estado vivem em constantes guerras, que é uma guerra de todos os homens contra todos os homens. Nesse estado não existe desenvolvimento social, não existe confortos e uso de qualquer tipo de manutenção da sociedade, como por exemplo mercadorias, construções confortáveis, a situação do homem no estado de natureza é miserável, onde as leis existem mais não são eficazes o suficiente, resumindo não há sociedade.
Existem três formas que podem levar os homens a desejar a paz, o primeiro para Hobbes estaria no medo da morte, o segundo o desejo daquelas coisas que são necessárias para uma vida confortável, por último a esperança de obtê-los por meio do trabalho.
Os homens, segundo Hobbes, devem atuar segundo a sua razão e não segundo suas paixões, estas que são usuais no estado de natureza, quando fora desse estado se tem o domínio da razão, a segurança, a paz, a riqueza, a decência e a sociabilidade. A razão e a paixão para Hobbes, são as mesmas em todos os homens, a razão não é o ato de conhecer, mas na verdade é o ato de raciocinar. Na verdade, saber quais são os meios mais adequados para atingir os fins que deseja.
Portanto, as leis da natureza tão necessárias são as normas de paz, pelo fato de serem as normas ditas pela razão, onde os homens chegam ao um acordo comum, este que de ênfase e que os leve a dar fim ao estado de guerra.
As leis especiais de natureza, que são aquelas que derivam da lei primeira e fundamental, que na realidade nos indicam como obter a paz, são dessa forma leis morais, essas são qualidades que levam os homens para tender para a paz e a obediência, as leis da natureza são imutáveis e eternas, pelo fato de todas as iniqüidades humanas não poderem tornar-se legítimas, pelo fato de que jamais a guerra preserva a vida, e a paz a destrua. Segundo Hobbes mesmo os homens mais ignorantes são fáceis para eles conhecer as leis de natureza, pelo simples fato de um colocar-se no lugar do outro, portanto fazer ao outro aquilo que quisestes que fizessem a ele próprio.
O fato que leva as leis de natureza a não serem leis de fato é puro e simplesmente porque, não existem garantias de que serão cumpridas, enquanto estas não forem ordens do Estado, assim sendo leis civis, que obrigasse os homens a obediência.
Em resumo: para Hobbes, a única forma de instituir um poder comum a todos, que possa defender tal sociedade, ou mesmo mantê-la em comum acordo recíproco, onde os cidadãos possam viver satisfeitos, é conferir toda a força e mesmo o poder a um único homem, a outra possibilidade a uma Assembléia de homens, que possam reduzir as diversidades das vontades transformando-as em uma só. Isso, passaria da simples razão do consentimento, ou concórdia, seria a união de todos em uma única pessoa, com um pacto de cada homem com todos os homens, concluindo a união de todas as pessoas numa só se chama Estado, o grande Leviatã, este criado pela arte humana, que passa a ser um homem artificial, maior que o homem natural, que tem como objetivo a segurança do povo, sendo um formato de homem, este possui nervos; recompensa e o castigo, a força; a riqueza e a prosperidade de todos os membros individuais, saúde; a concórdia, doença; a sedição, e a sua morte; a guerra civil.